Unesco estimula uso de celulares em salas de aula
Unesco estimula uso de celulares em salas de aula
28 ABR 2015
oblige
A maioria das escolas públicas e particulares fluminenses impede o uso de celulares em salas de aula. A proibição respaldada em duas leis — municipal e estadual — é polêmica e divide a opinião de educadores e juristas. Embora as escolas sejam resistentes aos celulares em salas de aula, a Unesco recomenda e até estimula o uso.

O potencial dos celulares em salas de aula

A partir de uma pesquisa realizada com educadores em mais de 20 países, a Unesco montou um roteiro para transformar os dispositivos móveis em ferramentas pedagógicas. Na avaliação do órgão internacional, o acesso à tecnologia facilita a aprendizagem. Além disso, auxilia o professor em escolas regulares, de ensino técnico e até na pré-escola.
A proposta não foi seguida pelo juiz José Brandão Neto, de Feira de Santana, na Bahia. Ele publicou portaria vetando celulares nos colégios e a ida dos alunos à lan houses no horário escolar. No Rio, o impedimento já havia sido instituído em 2008. Pela lei estadual, o uso de celulares, tablets, ipods, fones de ouvido, agendas eletrônicas e máquinas fotográficas em sala de aula só é permitido com autorização do professor para ajudar no estudo da disciplina.

No Sistema Elite de Ensino, a norma é manter os aparelhos desligados dentro de sala. “Por mais que a a aula esteja interessante, o aluno perde o foco quando recebe uma mensagem no celular”, diz o diretor pedagógico Edson Moscoso.

Ele explica que a escola trabalha com vídeos-aula e exercícios online para serem acessados de casa pelo estudante. Aluno do 3º ano do Ensino Médio, Hugo Concolato, 17 anos, costuma usar o celular nos intervalos das aulas para tirar dúvidas. “Hoje em dia, é difícil sair de casa sem celular. Acho que é uma questão de bom senso.Ele ajuda muito se for bem usado. Dá para fotografar conteúdo dado”, defende.

Tecnologias aproximam escola e família, diz cartilha

A cartilha lançada pela Unesco propõe a aprendizagem a qualquer hora e em qualquer lugar. O organismo sugere aos educadores recorrer aos aparelhos digitais portáteis para acessar recursos educacionais, conectar-se a outras pessoas ou criar conteúdos, dentro ou fora da sala de aula. A prática também pode aproximar as escolas das famílias, já que, segundo o órgão, o mundo tem mais de 3,2 bilhões de pessoas usando celulares. O aparelho tem infinitas possibilidades, que permitem, por exemplo, baixar mapas interativos ou linha do tempo com fatos históricos.

 

Fonte: O Dia

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